Agrupamento de Escolas de Vilela

terça-feira, 1 de dezembro de 2020

ℂ𝕠𝕞𝕖𝕞𝕠𝕣𝕒𝕔ã𝕠 𝕕𝕠 𝟙º 𝕕𝕖 𝔻𝕖𝕫𝕖𝕞𝕓𝕣𝕠 𝕕𝕖 𝟙𝟞𝟜𝟘

ℂ𝕠𝕞𝕖𝕞𝕠𝕣𝕒𝕔ã𝕠 𝕕𝕠 𝟙º 𝕕𝕖 𝔻𝕖𝕫𝕖𝕞𝕓𝕣𝕠 𝕕𝕖 𝟙𝟞𝟜𝟘

(𝓐 𝓡𝓮𝓼𝓽𝓪𝓾𝓻𝓪𝓬𝓪𝓸 𝓭𝓪 𝓘𝓷𝓭𝓮𝓹𝓮𝓷𝓭ê𝓷𝓬𝓲𝓪 𝓭𝓮 𝓟𝓸𝓻𝓽𝓾𝓰𝓪𝓵)

Tal como em anos letivos anteriores, alunos do 6º ano do AEV (Escola Básica e Secundária de Rebordosa) realizaram trabalhos sobre o tema. Apresentamos, aqui, alguns deles.






terça-feira, 24 de novembro de 2020

Dia Nacional da Cultura Científica em Portugal


O Dia Nacional da Cultura Científica, instituído em 1996, é assinalado a 24 de Novembro em homenagem a Rómulo de Carvalho, (data do seu nascimento 24 de novembro de 1906) procurando realçar a importância do conhecimento científico para o crescimento e desenvolvimento de Portugal e dos portugueses.

Rómulo de Carvalho, investigador, professor, poeta, autor de manuais escolares e livros de investigação 

científica e de poesia, deixou uma marca relevante para afirmar a ciência como o meio para modificar, ampliar e substituir o conhecimento. Como poeta foi e é conhecido pelo pseudónimo António Gedeão.

Celebrar a ciência e despertar o interesse por esta são os objetivos principais deste dia.

https://www.esenf.pt/pt/noticias/dia-nacional-da-cultura-cientifica/

quinta-feira, 19 de novembro de 2020

Nas palavras de Rúben...




O Diarista sente que o diário o apoia na fadiga quotidiana ao conseguir, através dele, criar um espaço onde os seus pensamentos se espraiam e ganham a dimensão do momento que a realidade dificilmente consegue manter

Maria Teresa Fragata

De facto, um diário é um instrumento pessoal, íntimo, que entra em quase total conexão emocional com quem o redige. Tal como diz Maria Teresa Fragata, é através do diário que se cria um espaço em que se pode fugir à realidade.

Na verdade, eu já tive um diário. Ainda o tenho, mas já não escrevo, pois pertence a uma altura difícil do meu passado. Por essa mesma razão, posso dizer que concordo com a perspetiva do autor. Isto, porque, da mesma forma que Fernando Pessoa, em alguns dos seus textos, eu utilizava o meu diário para escapar à realidade, para me refugiar da dor dos momentos que vivia naquela altura, e ser capaz de exprimir tudo o que sentia.

Efetivamente, considero que um diário não tem uma estrutura definida. É apenas uma espécie de coletânea de poemas, presos às circunstâncias do espaço e do tempo em que a escrita se desenrola. Digo poemas, porque o que lá se redige é fruto da intelectualização do que sentimos. Não há arte sem imaginação, sem que o real seja imaginado de modo a exprimir-se artisticamente e a concretizar-se em arte. Por isso o digo: um diário é arte. É uma afirmação de alguém como pessoa. Dessa forma, as emoções expressas no diário, que foram intelectualizadas, são muito mais autênticas do que o que realmente se sentiu. Eu mesmo trabalhava para isso, quando escrevia no diário. Trabalhava a verdade de forma artística, para que, quando fosse recordar o que se passou, sentisse tudo vividamente.

Concluindo, é através do diário que se encontra a força para enfrentar o quotidiano, que se escapa do real. Só um diarista sabe o que é sentir isso. É num diário que se escreve um dia-a-dia que fica como memória.

Um passado que nos liberta no presente e nos prepara para o futuro. 

Rúben Lindo, 12ºVC

quinta-feira, 12 de novembro de 2020

Um Poema por Semana

 Para além da leitura, pode ouvir... basta clicar no ícone que se encontra na coluna lateral.


 As Palavras Interditas

Os Navios existem, e existe o teu rosto

encostado ao rosto dos navios.

Sem nenhum destino flutuam nas cidades,

Partem no vento, regressam nos rios.

 

Na areia branca, onde o tempo começa,

uma criança passa de costas para o mar.

Anoitece. Não há dúvida, anoitece.

É preciso partir, é preciso ficar.

 

Os hospitais cobrem-se de cinza.

Ondas de sombra quebram-se nas esquinas.

Amo-te… E entram pela janela

as primeiras luzes das colinas.

 

As palavras que te envio são interditas

até, meu amor, pelo halo das searas;

se alguma regressasse, nem já reconhecia

o teu nome nas suas curvas claras.

 

Dói-me esta água, este ar que se respira,

dói-me esta solidão de pedra escura,

estas mãos nocturnas onde aperto

os meus dias quebrados na cintura.

 

E a noite cresce apaixonadamente.

Nas suas margens nuas, desoladas,

cada homem tem apenas para dar

um horizonte de cidades bombardeadas.


Eugénio de Andrade in As Palavras Interditas


quinta-feira, 5 de novembro de 2020

A RTP2 dá voz à poesia -

 "Um Poema por Semana" 

Sophia de Mello Breyner Andresen, Cesário Verde, Ruy Belo, Fernando Pessoa, Miguel Torga, Sá de Miranda, António Nobre, Alexandre O´Neill, Luís Vaz de Camões, Jorge de Sena, José Régio, David Mourão Ferreira, António Gedeão, Eugénio de Andrade, Mário Cesariny. O que têm em comum estes poetas? Para lá do facto de estarem mortos? Todos marcaram indelevelmente a história da literatura em língua portuguesa. Mais do que isso: marcaram o nosso imaginário e condicionaram a nossa identidade. Ainda que, muitas vezes, disso não tenhamos consciência.

São de Sophia, Cesário, Ruy Belo, Pessoa, Torga, Sá de Miranda, Nobre, O´Neill, Camões, Sena, Régio, David, Gedeão, Eugénio e Cesariny os 15 poemas que veremos ditos ao longo de 75 dias por 75 pessoas diferentes. Um Poema Por Semana é isso mesmo: o mesmo poema de Alexandre O´Neill dito de segunda a sexta-feira por cinco pessoas. Uma à segunda, outra à terça, outra à quarta, outra à quinta e outra à sexta. O mesmo poema.

Os "dizedores" são homens e mulheres, novos e velhos, portugueses e brasileiros e angolanos e italianos falantes de português. Gente que tem em comum gostar muito de poesia. Na esmagadora maioria dos casos, não atores.

A equipa de Um Poema Por Semana é também composta por pessoas de várias gerações e diversas origens geográficas e profissionais. A escolha dos poemas é de José Carlos de Vasconcelos, jornalista com longa história na ação cultural em Portugal e diretor do clássico Jornal de Letras; a direção artística, a realização e a cenografia são de Paulo Braga, um criativo sénior do mundo da Publicidade; o casting foi feito por João Gesta, o apaixonado inventor de Quintas de Leitura no Teatro do Campo Alegre, no Porto; e por Gonçalo Riscado, responsável pelo Music Box e pelo novíssimo festival de Slam Poetry, em Lisboa; a produção é de Frederico Wiborg. Um Poema Por Semana é uma ideia de Paula Moura Pinheiro que reuniu esta equipa e tentou produzir a série dentro da RTP. Um Poema Por Semana foi filmado nos estúdios da Panavideo.

https://www.rtp.pt/programa/tv/p27371

 “E por vezes”

E por vezes as noites duram meses
E por vezes os meses oceanos
E por vezes os braços que apertamos
nunca mais são os mesmos  E por vezes
encontramos de nós em poucos meses
o que a noite nos fez em muitos anos
E por vezes fingimos que lembramos
E por vezes lembramos que por vezes
ao tomarmos o gosto aos oceanos
só o sarro das noites   não dos meses
lá no fundo dos copos encontramos
E por vezes sorrimos ou choramos
E por vezes por vezes ah por vezes
num segundo se evolam tantos anos
David Mourão-Ferreira

Podes ouvir os poemas lidos/ declamados - basta clicares na imagem "Um Poema por Semana" que se encontra na barra lateral.

sexta-feira, 23 de outubro de 2020

26 de outubro - Dia da Biblioteca Escolar em Portugal

O Dia da Biblioteca Escolar em Portugal é celebrado na quarta segunda-feira do mês de outubro, de cada ano. Este dia tem como objetivo destacar a importância das bibliotecas escolares na educação, bem como promover o gosto pela leitura. As bibliotecas escolares desempenham um papel muito importante e são o veículo de transmissão de conhecimento, não apenas através dos livros, mas também pelas atividades que se desenvolvem. Este dia surge no âmbito do Mês Internacional das Bibliotecas Escolares e foi comemorado pela primeira vez em 1999. Este ano, celebra-se dia 26.

No nosso Agrupamento, o Dia da Biblioteca Escolar em Portugal será comemorado de forma diferente do habitual, devido aos constrangimentos da Covid 19. Assim, nestes tempos de pandemia, a Equipa da BE conta com a colaboração dos docentes, e o mesmo será celebrado em contexto de sala de aula. 

A Equipa selecionou dois textos, um destinado aos alunos do ensino secundário e outro para os alunos dos 2.º e 3.º ciclos. Os docentes poderão também apresentar um pequeno vídeo, produzido pelo Grupo de Teatro da Escola Básica e Secundária de Rebordosa, bem apresentar uma leitura dramatizada da adaptação, feita pelo Clube Crescer "Com as Artes", do Poema Pial de Fernando Pessoa.

Para os alunos dos Jardins de Infância e para os do 1.º ciclo, a Equipa da BE, conta também com a colaboração dos docentes e educadoras, e selecionou dois contos, que poderão ser narrados e/ou apresentados em PowerPoint, em contexto de sala de aula.

Texto 1 (2º e 3º ciclos)

https://drive.google.com/file/d/14ErEfem1tyGPT_9UtZ1SZTeKzLisGAph/view?usp=sharing

Texto 2 (secundário)

https://drive.google.com/file/d/160-MYUm2L1t5xkZPbB7YdqDCyQ8Hxbwz/view?usp=sharing

Apresentação da adaptação do Poema Pial 

https://drive.google.com/file/d/1XXLHjo_EAxM2nKNSFpS_Pj7ZRBLkl4mm/view?usp=sharing

Vídeo realizado pelo Grupo de Teatro

 https://drive.google.com/file/d/1gVRyvDracQf7CC_Nfp4gdOl3p2e8zy39/view?usp=sharing

Conto 1 - Jaime e as bolotas, de Tim Bowley - em PowerPoint, dirigido aos alunos do Jardim de Infância 

https://drive.google.com/file/d/1Yti7ursrW6kRNfgDyfwTHnA0hpLQGZen/view?usp=sharing

Conto 2 - A Fada Palavrinha e o Gigante das Bibliotecas, de Luísa Ducla Soares, em texto e em  PowerPoint, dirigido aos alunos do 1º ciclo 

https://drive.google.com/file/d/1BdmjZYZtrpOHX9eiaYwWhLlG3fEcsRis/view?usp=sharing

https://drive.google.com/file/d/1lFvu-5zU8hP9weBj6YJ3fQ6dBLgtSQrl/view?usp=sharing